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Para subverter estereótipos e ressignificar o papel dos homens na sociedade

Para subverter estereótipos e ressignificar o papel dos homens na sociedade

Conheça o trabalho de Yan Cloud, que aos 23 anos já desponta na cena musical de Salvador A palavra bafana, que na língua Zulu significa garoto ou moleque, ganhou projeção […]

04 Janeiro 2021

Conheça o trabalho de Yan Cloud, que aos 23 anos já desponta na cena musical de Salvador

A palavra bafana, que na língua Zulu significa garoto ou moleque, ganhou projeção mundial na Copa do Mundo de 2010, por ser o jeito carinhoso como os sul-africanos chamavam os integrantes de sua seleção: bafana, bafana. Hoje, incorporada ao repertório da diáspora africana, ela ecoa em diversas manifestações do cotidiano, inclusive na música produzida pelo soteropolitano Yan Cloud, 23 anos. Bafana é uma das setes faixas do provocativo PINKBOY, lançado no final de setembro de 2020.

“Muitas dessas músicas surgiram durante o período de pandemia, quando consegui converter minha ansiedade em produtividade”, diz. “Sem poder me envolver em múltiplas atividades externas, acabei focando meu tempo no desenvolvimento dessas tracks”. 

Ele diz que o fio condutor do trabalho é a subversão. A começar pelos estereótipos usados para descrever o jovem negro. Desde a componentes estéticos, como o cabelo, até seu comportamento nas relações amorosas. “Eu aprendi muitas coisas erradas com essa sociedade marcada pelo patriarcado, que impactam em nosso cotidiano e nossa relação com as mulheres”. 

Yan explica que o desejo de ajudar a desconstruir a masculinidade tóxica (“Homem não chora!”, “O jovem negro é um predador sexual!”, por exemplo) vem desde o momento em que começou a enfrentar resistências dentro da própria família, por gostar de usar roupas na cor rosa e de adotar um corte de cabelo quadrado. 

Hoje, reconciliado com a família, ele conta que um de seus principais orgulhos é ver o pai ouvindo suas composições e ainda repassando para os amigos. “Minha música fala do meu processo de amadurecimento, do meu crescimento como pessoa e do futuro melhor que desejo ver no mundo”, define. “Mas toda mudança precisa começar dentro de nós e em nossa casa.”

A mesma pandemia de COVID-19 que lhe permitiu focar na produção de PINKYBOY, também prejudicou o trabalho de divulgação do disco, em função do distanciamento social. Por conta disso, ele está definindo a realização de lives para manter os fãs engajados e atrair uma audiência ainda maior, fora da cena musical de Salvador. “Sei que ainda tenho um longo caminho pela frente. Por isso, pretendo solidificar meu nome em Salvador e no Nordeste, antes de partir para as demais regiões”. 

Para ouvir: https://backl.ink/143032162

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