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A Wakanda do dia a dia

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04 Janeiro 2021

Morena Mariah diz que antes de sonharmos com o futuro é preciso tornar melhor o cotidiano dos afro-brasileiros

Em suas palestras, seminários e até nas rodas de bate-papo, a carioca Morena Mariah Couto, 30 anos, costuma se apresentar como uma “catadora de conhecimentos e saberes”. A inspiração veio da célebre escritora Carolina de Jesus, cujos primeiros escritos foram feitos em cadernos recolhidos pelas ruas da cidade de São Paulo. As “catações” de Morena se deram ao longo da infância e da adolescência, vividas em mundos opostos: os condomínios de classe média alta, da Zona Sul carioca, onde morava com sua mãe, e a vida típica de uma comunidade carente, quando passava temporadas com o pai no Complexo do Alemão. “Como meu trabalho de pesquisa não tinha o rigor acadêmico, não me sentia autorizada a me apresentar como pesquisadora”, argumenta. 

Ao longo destas vivências, ela conheceu o afrofuturismo e, a partir dos elementos de cultura pop presentes nesse movimento multidisciplinar, conseguiu engajar crianças, adolescentes e adultos em torno de reflexões sobre o dia a dia dos afro-brasileiros. “Parti do pressuposto que era preciso conhecer o passado com o objetivo de ressignificá-lo e, deste modo, construir um novo futuro”, diz. “Afinal de contas, a história é sempre contada a partir da ótica dos brancos.”

Foram estes componentes que deram origem ao que ela denomina como Afrofuturo que, de forma sintética, trata-se de uma plataforma de educação com o objetivo de empoderar a comunidade negra, a partir do conhecimento e da espiritualidade de África. “Do ponto de vista do imaginário é importante termos a mítica Wakanda. Contudo, essa cidade-potência está num futuro que precisa ser construído aqui e agora”, destaca. 

Em tempos de distanciamento social, boa parte de suas atividade tem se concentrado no mundo digital, território no qual ela se sente à vontade. Para 2021, a meta de Morena é intensificar ainda mais a interlocução com pessoas de diversos matizes político e social. “Por mais difícil que possa parecer, é necessário que tenhamos conversas com pessoas que pensam diferente”, diz. “Somente desta forma poderemos estreitar o diálogo e trabalhar em prol do bem comum.” 

Para saber mais sobre Afrofuturo: https://www.olapodcasts.com/channels/afrofuturo 

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