Tendências
Tecnologia
Empreendedorismo
Inovação
Festival
Adinkra
Hackear para melhorar o sistema

Hackear para melhorar o sistema

04 Janeiro 2021

Nina da Hora defende a inclusão digital como ferramenta no combate ao racismo e ao sexismo 

Dois questionamentos perseguem a cientista da computação Ana Carolina da Hora, 25 anos, e são ouvidos quase que diariamente: 1) Quando você vai mudar para a Zona Sul? 2) Você vai fazer mestrado no exterior? Para ambas as perguntas a resposta é uma negativa que, invariavelmente, deixa desconcertado o interlocutor. Para entender este processo, primeiro é preciso explicar o contexto. Nascida e criada em Duque de Caxias, município da Baixada Fluminense, ela encara diariamente um percurso de 30 km, em cada trecho, entre sua casa e o bairro da Gávea, situado na Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro e onde fica a Pontifícia Universidade Católica (PUC-RJ). 

“Meu objetivo sempre foi usar os meus conhecimentos em tecnologia para ajudar a modificar a realidade ao meu redor”, explica Nina, como ela é mais conhecida. Essa mesma linha de raciocínio é utilizada para responder à outra pergunta. Ao invés de pensar, agora, em mestrado nos Estados Unidos ou na Europa, a cientista pretende continuar criando raízes e liderar os esforços para a criação de um Instituto de Computação, em sua terra natal. O projeto teve de ser paralisado por conta da pandemia. Mas deverá ser retomado em breve.

Trata-se, sem dúvida, de uma tarefa hercúlea, especialmente porque Caxias é uma cidade-dormitório e, apesar de ser o segundo maior gerador de ICMS, no Estado do Rio, cerca de 40% dos seus 980 mil moradores possuem renda nominal per capita de até meio salário-mínimo. Mas nada que a desanime. “Eu conheço os problemas e as potências deste território e aposto na força dos jovens como agentes de mudança da realidade local”. 

Na visão da cientista da computação , o horizonte à sua frente é repleto de possibilidades, nas quais a tecnologia será apenas uma ferramenta. “Afinal, quem faz as mudanças e as revoluções são as pessoas. E o afrofuturismo sempre foi uma criação coletiva.” Enquanto isso, Nina se desdobra entre a carreira acadêmica, os seminários de computação no Brasil e no exterior, além do podcast Ogunhê, no qual ela entrevista personalidades do setor de TI, do Brasil e da África.

Festival
Festival Afrofuturismo 2026 apresenta conceito que une inteligência ancestral e sustentabilidade em evento de lançamento

Festival Afrofuturismo 2026 apresenta conceito que une inteligência ancestral e sustentabilidade em evento de lançamento

O lançamento oficial do Festival Afrofuturismo -2026, realizado na última sexta-feira (21), deu início às atividades de cocriação do maior evento de futurismo, diversidade e inovação do Brasil, que acontece […]

Leia a matéria completa
Festival
Com o tema “Os Algo-Ritmos das Florestas” Festival Afrofuturismo 2026 celebra tecnologia ancestral dos biomas...

Com o tema “Os Algo-Ritmos das Florestas” Festival Afrofuturismo 2026 celebra tecnologia ancestral dos biomas...

As florestas guardam em si, tecnologia milenar, sabedoria ancestral e a produtividade que seguem em um ritmo constante em harmonia com a diversidade. E a oitava edição do Festival Afrofuturismo […]

Leia a matéria completa
Festival
Entre passado, presente e futuro: Grazi Mendes e a ética do tempo no Festival Afrofuturismo

Entre passado, presente e futuro: Grazi Mendes e a ética do tempo no Festival Afrofuturismo

O tempo sempre esteve no centro da vida e da obra de Grazi Mendes. E na última  edição do Festival Afrofuturismo, o tempo ganhou densidade e uma delicadeza ainda mais […]

Leia a matéria completa
Tendências
Tecnologia
Empreendedorismo
Inovação
Festival
Adinkra
Pular para o conteúdo